Agência Folha
De Belém
O resgate da balsa Miss Rondônia, que está submersa há 12 dias no rio Pará com 1.920 toneladas de BPF (combustível derivado de petróleo, usado em caldeiras), foi adiado pela segunda vez. A primeira previsão da Texaco, dona do carregamento, era que o resgate começaria no sábado. Na sexta-feira, a empresa anunciou que operação seria hoje. Ontem, contudo, o diretor regional da Texaco, José Ferreira Amim, disse que espera que a balsa comece a ser retirada do rio até sexta-feira.
‘‘Não podemos prever, preferimos agir com cautela.’’ Vários fatores têm impedido o início da operação. O plano inicial, que previa o resgate apenas retirando água dos espaços de flutuação, foi modificado. Equipamentos especiais irão retirar parte do óleo depositado nos seis compartimentos da balsa.
Todos os procedimentos estão tendo de ser apresentados detalhadamente para duas comissões de órgãos oficiais. O plano de prevenção, por exemplo, só foi aprovado após quatro dias de discussões da Comissão de Meio Ambiente, formada por técnicos de órgãos oficiais do meio ambiente.
O diretor de campanha do Greenpeace Délcio Rodrigues, que tem acompanhado o trabalho, considera importante a cautela. Ele afirma que a balsa pode ficar mais de um ano submersa sem perigo de a estrutura se deteriorar. ‘‘O principal problema com a demora é o risco de colisão com outros barcos.’’

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