Resgatados militares acidentados no Equador
Cinco militares brasileiros que estavam no avião Caravan, da Força Aérea Brasileira (FAB), que havia desaparecido na tarde de sexta-feira entre as cidades de Patuca e Cuenca, no Equador, foram resgatados pelo Estado Maior das Forças Armadas (EMFA). Segundo o Centro de Comunicação Social do EMFA, o avião fez um pouso forçado na região da Cordilheira do Condor.
Os tripulantes estavam feridos e ficaram internados em um hospital na cidade de Quito.Os militares brasileiros estão à disposição da Missão de Observadores Militares Equador-Peru (Momep) que acompanha negociações para um acordo de paz entre os dois países.
Os militares estavam à procura da caixa-preta de um helicóptero militar que caira na região. No comunicado distribuído à tarde, o EMFA não revelou os nomes dos militares que estavam na aeronave e nem suas patentes, observando apenas que havia três oficiais e dois graduados.
Segundo o EMFA, a rota percorrida pelo avião é feita normalmente pelos militares brasileiros. No fim de semana, porém, chovia muito na região, que é próxima da Cordilheira do Condor, onde a navegação aérea é precária. O Caravan é um avião monomotor Cessna, de fabricação americana, e só é utilizado no Brasil pela FAB e por uma empresa comercial que faz vôos regionais. Sua capacidade é de dez lugares. Na aviação militar, é utilizado para deslocamento de tropas em pequena distância, por causa da pouca autonomia de vôo.
O avião brasileiro saira de Patuca, onde as Forças Armadas mantinham sua base central, com destino a Cuenca, uma das principais cidades do Equador, por volta das 17 horas de sexta-feira.





