Requião promete trechos alternativos ao pedágio
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terça-feira, 21 de janeiro de 2003
Maria Duarte<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O governo Roberto Requião (PMDB) vai recuperar estradas alternativas ao Anel de Integração implantando pelo seu antecessor, o governador Jaime Lerner (PFL), para livrar o motorista paranaense do pedágio. O secretário de Estado dos Transportes, Waldyr Pugliesi (PMDB), apresentou ontem duas alternativas ao motorista que não quiser pagar as tarifas. No trecho Curitiba-Londrina, o usuário poderá optar pela PR-090. Já de Curitiba a Icaraíma e Porto Camargo, passando por Campo Mourão, a opção será a BR-487.
O problema é que os trechos apresentados como alternativas, ambos fora do Anel de Integração, precisam ser recuperados e a Secretaria dos Transportes não fixou prazo para a execução das obras. O governo avalia que algumas viagens podem ser mais curtas se feitas fora do anel.
O trecho mais complicado é a estrada da Boiadeira (entre Campo Mourão e Icaraíma), na BR-487, que está sem pavimentação. Não há data definida para que as obras comecem, nem para a conclusão das reformas.
Segundo o secretário, que convocou na tarde de ontem uma coletiva de imprensa para apresentar as alternativas, a promessa do governador Roberto Requião continua valendo, apesar de o governo estar estudando opções para driblar as praças de pedágio. ''Ou as tarifas abaixam, ou acabam'', repetiu. Pugliesi disse que a economia do Paraná não suporta os preços que estão sendo cobrados atualmente. ''As tarifas têm que diminuir drasticamente, ou acabar''.
Pugliesi afirmou que a intenção do governo é oferecer os trechos no menor tempo possível. ''Aqui no Paraná, ao contrário de outros lugares, não há alternativa para o usuário'', observou. Na avaliação do secretário, o aumento médio de 11% nas tarifas, colocado em vigor pelas seis concessionárias à revelia do governo, pode ser vista como uma afronta. ''Parece que eles querem bater de frente com o governo, pois aumentaram o pedágio no apagar das luzes'', declarou.
Cálculos preliminares da Secretaria dos Transportes apontam que a recuperação da BR-487 custaria cerca de R$ 170 milhões, e as reformas na PR-090 exigiriam aproximadamente R$ 135 milhões. Os recursos sairiam dos cofres estaduais e federais. Pugliesi disse que esse assunto, entre outros, será discutido hoje pela manhã com o ministro dos Transportes, Anderson Adauto, que estará no Porto de Paranaguá. Outro trecho, na região Sudoeste, está sendo estudado pelo governo Requião como alternativa.
O presidente da Associação Brasileira das Concessionárias das Rodovias (ABCR), João Chiminazzo, disse que é importante que o governo invista na recuperação de estradas não pedagiadas. ''A escolha fica a critério da população'', observou. Segundo Chiminazzo, a vantagem dos trechos pedagiados é que o usuário pode contar com atendimento 24 horas, incluindo guincho a atendimento a acidentes, além de rodovias conservadas.


