Brasília, 15 (AE) - Em reação ao protesto do diretor de Fiscalização do Banco Central (BC), Luiz Carlos Alvarez, por ter sido interrompido pelo senador Roberto Requião (PMDB-PR) quando respondia a uma pergunta, o senador usou de ironia, mais uma vez
depois que ele, finalmente, deu a resposta e afirmou que os funcionários da instituição eram experientes e tinham mais de 25 anos de serviço. Requião rebateu, afirmando que talvez se tratasse dos mesmos funcionários que, com toda essa experiência, estiveram "durante dez anos fiscalizando o (antigo) Banco Nacional e não encontraram nenhum problema". Requião afirmou há pouco que a decisão do BC de intervir a favor do Banco Marka foi "discriminatória" - com as demais instituições financeiras e com os cotistas dos fundos do Marka, pois os cotistas não foram ressarcidos. Para o senador, a operação, "que acabou utilizando recursos da viúva e que ferrou os cotistas, é um escárnio para quem trabalha, para os desempregados e para os cotistas". Fraga Neto, diante do discurso de Requião, disse que, infelizmente, não tinha a mesma capacidade de comunicação nem era político como o senador, mas que se colocava, na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), de forma aberta e sem pré-conclusão.

mockup