Requião diz que Syngenta não é bem-vinda no PR
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 31 de outubro de 2007
Luciana Pombo<BR>Equipe da Folha 
Curitiba- O governador Roberto Requião resolveu ontem se solidarizar ao Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) e determinou que a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) investigue com a máxima ''dureza'' o conflito ocorrido entre seguranças contratados pela empresa Syngenta, em Santa Tereza do Oeste (24 km ao Sul de Cascavel) e os sem-terra que tentavam reocupar a fazenda -uma estação de pesquisas da multinacional que desenvolve produtos geneticamente modificados.
No conflito morreram Fábio Ferreira de Souza, de 25 anos (segurança) e Valmir Mota de Oliveira, de 42 anos (sem-terra conhecido por Keno). Sete seguranças foram presos por participação no incidente. A reocupação da área da multinacional foi realizada por cerca de 150 militantes. Na ação, os manifestantes teriam soltado fogos de artifício para espantar os seguranças. Os sem-terra teriam desarmado os seguranças. ''Essa execução de trabalhador precisa ser punida. Já determinei à Secretaria de Estado de Segurança Pública a máxima dureza neste caso. O Paraná não aceita a Syngenta, não quer a Syngenta no Paraná. Ela não é bem-vinda no nosso Estado'', disse Requião, durante a reunião semanal do secretariado.
A Syngenta lamentou os episódios e as mortes no conflito armado e enfatizou, através de assessoria, que jamais autorizou o uso da força ou de armas na defesa da fazenda.


