Requião critica proposta de reabrir CPI dos Precatórios
Requião critica proposta de reabrir CPI dos Precatórios13/Mar, 13:08 Por José Ramos Brasília, 13 (AE) - O senador Roberto Requião (PMDB-PR), criticou há pouco a proposta do deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), de abrir uma nova CPI para investigar a emissão irregular de precatórios por Estados e municípios. Requião disse que a CPI feita pelo Senado para examinar o assunto resultou em um dos relatórios mais duros da história da Casa. O movimento para a abertura de uma nova CPI, segundo o senador Requião, é uma manobra para "livrar" as pessoas e instituições atingidas pelo relatório do Senado. Segundo o senador, é necessário fazer uma CPI para saber porque o governo está rolando títulos referentes a precatórios irregulares, como teria feito com o gverno de Pernambuco, e porque a Justiça está leita na análise dos processos resultantes da denúncia da Comissão. Requião criticou especialmente o ministro do Supremo Tribunal Federal, Ilmar Galvão, por ter concedido uma liminar qu e transfere um processo contra o Bradesco para o âmbito do STF por ter o ex-secretário de Fazenda Eduardo Campos, neto do ex-governador Miguel Arraes, envolvido no caso. "O Bradesco não tem imunidade", reclamou o senador. Criticou ainda o presidente da Câmara, Michel Temer, que estaria apoiando a abertura da nova CPI. E informou que amanhã fará um pronunciamento criticando o deputado Michel Temer, que estaria engavetando matérias aprovadas no Senado. "Ele deveria é trabalhar e não se meter com o trabalho dos outros que foi bem feito", afirmou. O senador disse não acreditar que as denúncias de Nicéa Pitta, ex-mulher do prefeito de São Paulo, Celso Pitta, prejudiquem a aprovação, pela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, da renegociação da dívida da prefeitura de São Paulo com a União. Na sua avaliação, depois que o governo rolou a dívida de Pernambuco não há o que fazer em relação a São Paulo. Queixou-se que apresentou uma proposta de decreto legislativo para anular a rolagem dos títulos pernambucanos mas até hoje sequer foi indicado o relator para a matéria.





