Repsol-YPF reduz de 55% para 35% sua parte de gás na Argentina
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terça-feira, 28 de setembro de 1999
Por Vladimir Goitia 
São Paulo, 29 (AE) - A Repsol-YPF, uma das nove maiores companhias de petróleo do mundo, vai reduzir significativamente a sua participação no mercado de gás natural na Argentina, para fugir das acusações de posição dominante. A companhia, que produz cerca da metade do petróleo e do gás na Argentina, decidiu baixar de 55% para 35% a oferta desse combustível até o ano 2004, quando deixará de comercializar a produção de gás natural de outras companhias. Com isso, a Repsol-YPF deverá vender cerca de 800 postos de serviço para adequar-se à regulamentação do setor e não ser acusada de prática de monopólio, o que lhe renderia multas de US$ 10 mil a US$ 150 milhões, conforme a Lei de Defesa da Concorrência, que entrou em vigor hoje (quarta-feira).
A decisão da Repsol-YPF deve beneficiar diretamente a norte-americana Chevron Corp, que adquiriu ontem (terça-feira) a San Jorge, a terceira maior produtora e exportadora de petróleo da Argentina. A operação foi estimada em US$ 1 bilhão. Com essa aquisição, a Chevron passou a ter uma forte base na Argentina, de onde pretende iniciar um plano agressivo para entrar no Brasil.
Antes mesmo de ser comprada pela Chevron, a terceira companhia mais importante dos EUA, a San Jorge já vinha observando com muito interesse as oportunidades de negócios no setor de petróleo no Brasil, Colômbia, Peru, Bolívia e Equador. A San Jorge tem reservas provadas de 180 milhões de barris de petróleo e reservas potências estimadas em 400 milhões de barris.
Analistas acreditam que o próximo alvo da Chevron seria a Pérez Companc e, depois, a Tectrol e a CGC. A Pérez Companc é a segunda produtora de petróleo, com 10% do total produzido na Argentina, seguida da San Jorge, com 8%, e da Tecpetrol, com 4 %.


