Curitiba- Cursos preparatórios, aulões de reforço, literatura específica. Assim como os bacharéis em direito que vão prestar concurso para magistratura, para o ministério público ou para a polícia, muitas pessoas que vão fazer o Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também estão procurando preparação além da que tiveram em sala de aula nos cinco anos de faculdade. O motivo é o alto índice de reprovação que o Exame vem apresentando nas suas últimas edições. Apesar disso, a OAB mantém a tese de que o período de faculdade é preparação suficiente para o Exame se o curso tiver qualidade e o aluno for aplicado.
''O curso para o Exame de Ordem é como o que prepara os bacharéis para a magistratura. Isso porque hoje a OAB está fazendo uma prova do mesmo nível da magistratura'', explica o professor de duas universidades de Curitiba, das escolas de magistratura estadual e federal e do curso preparatório Professor Luiz Carlos, Sérgio Said Staut Júnior.
O professor lembra que apesar do nível de dificuldade similar ao dos concursos de magistrutura, a prova da Ordem não é tão bem elaborada. ''Muitas questões, principalmente na prova objetiva, levam o aluno a ficar em dúvida.''
Apesar de ajudar o bacharel no Exame, os cursos, lembra Staut Júnior, é um facilitador, uma ferramenta a mais. ''O melhor caminho é fazer uma boa faculdade. No curso muitos alunos acabam aprendendo o que não conseguiram na faculdade. Mas na verdade é uma revisão focada no Exame de Ordem e que precisa de estudo e dedicação do aluno. Só a aula não basta'', afirma o professor. E na hora de se dedicar o aluno também precisa pensar no seu bolso, já este tipo de preparação, mais a inscrição do Exame, não sai barato. Um curso preparatório intensivo de um mês custa, em média, R$ 550,00 e o extensivo, que dura cerca de quatro meses, R$ 1,2 mil. A inscrição para cada Exame é R$ 120,00.
Buscando atingir o mesmo objetivo dos cursos preparatórios, a editora Juruá lançou a coleção de livros Exame de Ordem & Concursos. É uma série de oito volumes que traz resumos e questões comentadas que caíram nas duas fases dos últimos Exames em cada uma das matérias. Uma das grandes reclamações das pessoas que fazem o Exame é de questões na prova objetiva com mais de uma resposta correta, já que, nestes casos, existiria mais de uma doutrina para o assunto. Daí, no caso valeria a interpretação do examinador. ''O livro explica porque a afirmação é considerada correta e também porque as outras estão incorretas'', comenta a advogada Triciana Cunha Pizzatto, autora do volume sobre processo civil.
Segundo Triciana, a idéia do livro surgiu porque muitos estagiários que trabalharam com ela tiveram dificuldade em passar no Exame em função de falhas da faculdade. A advogada ressalta: ''O livro serve para quem teve falhas na faculdade. O aluno não aprende sozinho. Uma boa faculdade e um bom estágio é fundamental. O livro é uma revisão da matéria.''

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