Curitiba - Para um casal se submeter a um processo de reprodução assistida é necessário responder um questionário padrão e passar por algumas etapas, dependendo do resultado das respostas. Segundo o ginecologista, especialista na área de reprodução humana, Karan Abou Saad, os questionamentos são referentes à influência da infertilidade na vida do casal e à importância de um filho para os dois. Caso haja algum desajuste, é feito um acompanhamento psicológico e, depois disso, uma nova avaliação.
  Foi Saad quem fez o procedimento de fertilização in vitro nos pais das trigêmeas que nasceram no início do ano em Curitiba e que estão em um abrigo porque uma das meninas teria sido rejeitada. O médico conta que é bastante comum os casais que o procuram chegarem com sentimento de revolta contra o mundo, contra a natureza, por verem frustradas as tentativas da mulher engravidar. Tal situação, segundo Saad, acaba causando grande confusão na vida dessas pessoas que não tinha imaginado passar por esse tipo de problema.
  Também é comum os casais optarem por não ter filhos ou adiar ao máximo a possibilidade de aumentar a família. O problema, de acordo com Saad, é que muitas vezes a decisão de investir em uma gestação vem tarde.
  As chances de uma reprodução assistida resultar em filhos múltiplos, conforme o médico, são de 10% a 20%. Segundo as novas determinações do Código de Ética Médica, mulheres de até 35 anos recebem dois embriões; até 40, três embriões; acima de 40, quatro. Em 40% das tentativas de fertilização in vitro ocorrem a gravidez, no caso de inseminação, o índice é de 17%. O tratamento dura um mês.(Adriana Franco/Equipe da Folha)

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