Repressão policial deixa 30 feridos em Buenos Aires
Buenos Aires, 19 (AE-ANSA) - Pelo menos 30 feridos - 3 deles à bala - e 43 detidos foi o saldo de uma violenta repressão policial contra uma marcha de protesto em frente ao Congresso argentino, em Buenos Aires, pela sanção de uma reforma trabalhista.
Às 3h de hoje, grupos de manifestantes de uma central operária dissidente começaram a protestar em frente ao Palácio do Congresso contra um acordo entre parlamentares oficialistas e opositores para aprovar a nova lei. A televisão local mostrou agentes golpeando vários manifestantes deitados na rua. Foi visto também um policial cortando com uma faca a roupa de um sindicalista.
Segundo a polícia, a repressão foi necessária porque os manifestantes ignoraram uma ordem judicial para que o local fosse desalojado. Revoltada, a multidão começou a jogar pedras e uma variedade de objetos contra os policiais. Além disso, quebraram vidros de muitas lojas da Avenida Entre Ríos, que conduz à praça do Congresso.
Os protestos foram organizados pelo setor "combativo" da Confederação Geral do Trabalho (CGT), diante de informações de que o Senado, controlado pela oposição peronista, havia chegado a um acordo com o governo para votar a favor, em uma sessão marcada para hoje (19), de um projeto de reformas na legislação trabalhista. Tal projeto já foi aprovado pela Câmara dos deputados.
Buenos Aires amanheceu com o lixo nas ruas, já que o sindicato dos caminhoneiros, que encabeça os protestos, suspendera a coleta antes mesmo do início dos incidentes. Os caminhoneiros também bloquearam vários acessos à capital e se recusaram a transportar combustível.





