O Centro Cívico se transformou em uma praça de guerra no último dia 29 de abril. Segundo informações da Prefeitura de Curitiba, mais de 200 pessoas ficaram feridas durante o conflito entre tropas da Polícia Militar e professores e servidores estaduais que se manifestavam em frente à Assembleia Legislativa contra a aprovação do projeto de lei que altera a Paranaprevidência, proposto pelo governo Beto Richa (PSDB).
Cerca de 150 feridos foram atendidos em 12 ambulâncias. Outros 63 feridos foram encaminhados para Unidades de Pronto Atendimento. O Hospital Cajuru recebeu 36 pacientes, e o Hospital do Trabalhador, outros sete feridos. Segundo o governo do Estado, 40 manifestantes ficaram feridos e outros 20 policiais. Um cinegrafista da TV Bandeirantes foi mordido por um pitbull da Tropa de Choque.
Por volta das 15 horas, os manifestantes tentaram transpor a primeira barreira de policiais que impedia a entrada na Assembleia Legislativa e houve confronto. A partir deste momento, foram disparadas bombas de gás lacrimogênio e balas de borracha contra os manifestantes. A cada passo que os manifestantes davam para tentar avançar novamente em direção à Assembleia Legislativa, mais bombas eram lançadas. Os policiais também usaram jatos de água.
Em nota, o governo do Paraná disse lamentar "os atos de confronto, agressão e vandalismo" e que as reiteradas tentativas dos manifestantes de invadir a Assembleia Legislativa culminaram com a ação de defesa das forças policiais.

O disparo de bombas durou uma hora e meia e só se encerrou por volta das 16h30, quando os professores recuaram um pouco do cordão de isolamento.

Segundo o comandante geral da PM, coronel César Kogut, a ação de ontem contou com 1,6 mil policiais.

O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional

mockup