Os representantes da Unesco que participarão de um encontro internacional hoje em Foz do Iguaçu terão a oportunidade de averiguar a situação da Estrada do Colono, que corta o Parque Nacional do Iguaçu. A estrada é mantida aberta de forma ilegal desde junho de 1997. O grupo deverá definir se a reserva continua na lista de patrimônios da humanidade em perigo.
Os pesquisadores e técnicos da entidade internacional, ligada à Organizações das Nações Unidas (ONU), fazem parte dos 60 participantes do primeiro workshop sobre Gestão Integrada de Sítios do Patrimônio Mundial Natural no Brasil e América do Sul. O encontro será aberto hoje, com a presença do secretário geral do Ministério do Meio Ambiente, José Carlos de Carvalho, e prossegue até sexta-feira.
Durante o evento, que tratará dos patrimônios naturais sulamericanos, serão discutidos planos estratégicos para a manutenção da flora e fauna, além de problemas comuns das reservas ecológicas do continente. Serão apresentados projetos destinados ao aproveitamento racional dos potenciais sócioeconômicos destes locais, como por exemplo, o Plano de Revitalização do Parque Nacional do Iguaçu, área de 185 mil hectares que abrange o Brasil e a Argentina.
O secretário Carvalho, cotado para assumir em breve a direção do Ibama em Brasília, deve visitar a Estrada do Colono hoje à tarde juntamente com outros dois representantes da Unesco. A abertura da via levou Comitê de Patrimônio da entidade a incluir o Parque do Iguaçu na ‘‘relação das áreas em perigo’’. A reserva corre o risco de perder o título de Patrimônio Natural da Humanidade, concedido em 1986.