Brasília, DF- Para acabar com a fome no mundo é preciso, primeiro, acabar com a exclusão social, afirmou José Tubino, representante da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação) no Brasil, no Dia Mundial da Alimentação, comemorado ontem. Em entrevista ao programa ''NBR Manhã', exibido pelo canal de TV a cabo da Radiobrás, Tubino disse que programas como o Fome Zero são um exemplo a ser seguido. ''Somos parceiros do governo neste programa que é complexo, difícil e ainda está em andamento. O Fome Zero está em linha com os acordos mundiais de combate à fome'', lembrou.
Aliança Internacional Contra a Fome é o tema deste ano para o Dia Mundial da Alimentação. A FAO estima que em todo o mundo 840 milhões de pessoas passem fome. De acordo com José Tubino, o combate à fome depende de alianças entre os governos federal, estadual e municipal, setor privado e sociedade: ''É preciso demonstrar concretamente que essas alianças funcionam''.
O Dia Mundial da Alimentação foi instituído em 1945, com a criação da FAO, no Canadá. Desde 1981, a comemoração se baseia em temas de destaque para os países participantes.
Em seu site na Internet, a FAO explica que a meta até 2015 é reduzir à metade o total de pessoas que passam fome no mundo. Nos últimos anos, esse número vem sendo reduzido em apenas 2,5 milhões por ano. ''Todas as pessoas têm o direito de desenvolver sua capacidade biológica e mental, e com fome as pessoas não atingem esse desenvolvimento'', concluiu Tubino.
A data foi comemorada em São Paulo com um café da manhã para 5 mil pessoas na Praça da Sé, no centro da capital. As padarias de São Paulo distribuíram 120 mil pães para entidades carentes. No Rio de Janeiro foi servido café da manhã para 50 crianças e adolescentes de rua no Centro Sócio-Educativo da Fundação São Martinho, na Lapa.

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