Reposição de servidores é a demanda mais urgente da UEL, diz reitora
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sexta-feira, 18 de setembro de 2015
Agência UEL 
A Comissão de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, da Assembleia Legislativa do Estado do Paraná (ALEP), se reuniu com a administração da UEL nesta quinta-feira (17), com o objetivo de traçar um diagnóstico acerca das demandas de pessoal e infraestrutura da Universidade. A reunião foi realizada na Sala dos Conselhos, com a participação de pró-reitores, diretores de Centros, e Órgãos Suplementares, além de professores e alunos da Universidade.
A comissão da Alep é presidida pelo deputado estadual Tercílio Turini, acompanhado do deputado estadual Evandro Araújo, e do deputado estadual Cobra Repórter. Conforme afirmou Tercílio Turini, as sete Instituições Estaduais de Ensino Superior do Paraná serão visitadas, sendo que a UEL é a primeira delas. "As IEES passam por enormes dificuldades, por isso esse calendário de visitas visa o diagnóstico preciso das demandas, para depois buscar soluções conjuntas", disse.

O parlamentar explicou que após a realização de audiências públicas para debater junto aos demais deputados estaduais as dificuldades das Universidades estaduais, mantidas pelo Governo do Estado, também serão elaborados projetos de lei visando melhorias nas condições de ensino e infraestrutura. "A proposta é ampliar a atuação da comissão junto as sete IEES, sendo que parte das demandas é comum a todas", completou Turini.
A Universidade Estadual de Maringá (UEM) será a próxima a receber a comissão de parlamentares, no dia 1º de outubro.
A reitora da UEL, Berenice Quinzani Jordão, apresentou levantamento das demandas e necessidades da Universidade, com destaque para questões relacionadas aos recursos humanos, custeio e autonomia universitária. "São as questões que mais afligem as IEES, por isso é preciso buscar caminhos alternativos e comuns para superar as dificuldades, sem prejudicar o processo de crescimento das Universidades", destacou a reitora.
Na busca pelas soluções dos problemas, a reitora Berenice Quinzani Jordão defendeu ainda o repasse de dados e informações para um diagnóstico real da realidade das IES, que são responsáveis pela formação de profissionais, além da geração de conhecimento e desenvolvimento, que afetam diretamente as comunidades locais.
Segundo a reitora, no que diz respeito ao item recursos humanos é urgente a reposição de pessoal, pois os números mostram o déficit de pessoal, o que envolve inclusive a melhoria da política de reposição. A expectativa é que até 2022, cerca de 27% dos 1.650 professores da UEL estejam aposentados, sendo que dos mais de 3.400 agentes universitários, aproximadamente 34% também estariam na mesma condição.
Entre as dificuldades, segundo a reitora da UEL, também está o custeio, que exige correção anual dos limites orçamentários, liberação orçamentária e financeira, respeitando o total orçamentário. Outro desafio é a autonomia universitária, mas com garantias legais previstas na Constituição Federal. É o caso da exclusão das IEES dos processos que prejudicam a gestão, como a autorização de viagens ao exterior, nomeação de professores e agentes universitários.
A reitora reforçou ainda o investimento em infraestrutura para manutenção do funcionamento do Campus Universitário no período de 2015 a 2018, orçado no valor de R$ 33.640 mi. "Ao todo são seis os projetos de novos cursos aguardando autorização do estado para implantação", completou. São os cursos de Nutrição, Engenharia de Produção, Engenharia Mecânica, Engenharia Química, Relações Internacionais e Biotecnologia.


