Réplica da nau Capitânia será batizada amanhã
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sábado, 15 de abril de 2000
Por Biaggio Talento 
Salvador, 16 (AE) - A réplica da nau Capitânia, que conduziu o navegador Pedro álvares Cabral na viagem do descobrimento do Brasil, vai ser "batizada" amanhã (17), na Base Naval de Aratu, Baía de Todos os Santos, pela mulher do vice-presidente Marco Maciel, Ana Maria Maciel. Em vez da tradicional garrafa de champanhe, com a qual se batiza uma embarcação, Ana Maria usará uma garrafa com água do Rio Capiberipe, de Pernambuco, terra natal de Marco Maciel.
A embarcação, encomendada pelo governo para as comemorações dos 500 anos do Descobrimento, custou R$ 3,5 milhões, e foi construída em dois anos pelos engenheiros do Clube Naval do Rio, sob a coordenação do arquiteto francês Henri Schomoff. A grande dificuldade dos construtores foi a inexistência de documentos sobre a nau, pois as referências e informações foram perdidas na primeira metade do século 18, em consequência do terremoto que arrasou Lisboa. Por causa disso, foram usados desenhos, gravuras e dados de embarcações do século 16, levantadas em Portugal.
Fabricada com três tipos de madeira (cumaru, cedro e piqui) e fibra de vidro, a nau tem 28 metros comprimento por 8 de largura.
Além do sistema de velas tradicional, a embarcação recebeu dois motores de 285 HP cada um e dois geradores. Foram acrescentados ainda sanitários e camarotes para a tripulação de 35 integrantes, com ar-condicionado, cozinha, geladeira, fogão elétricom, forno de microondas. "Apenas da linha de flutuação para cima, as duas naus são semelhantes; a atual, além de mais confortável, tem muito mais estabilidade que a do passado", lembrou o gerente da construção, o capitão da reserva da Marinha Cláudio da Mata.
Terça-feira (18), a nau zarpará para Porto Seguro (BA), onde deve chegar na noite de sexta-feira (21). Depois das comemorações do descobrimento, a nau será transformada no Museu Móvel Flutuante, visitando todos os portos do Brasil.


