São Paulo, 24 (AE) - Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical - "Embora ainda haja discussão sobre a culpa ou inocência do prefeito, a decisão parece positiva. A cidade está completamente abandonada, parada. Agora, isso talvez mude. Só questiono a manutenção dos vencimentos de Pitta durante seu afastamento. Seria uma atitude de grandeza, se ele abrisse mão desse salário, uma vez que não estará no exercício do mandato." José Genoíno, deputado federal do PT - "O distanciamento de Pitta fortalece as investigações e a possibilidade de aprovação do impeachment. Houve uma reposição do princípio de autoridade e São Paulo só tem a ganhar. Além disso, as apurações serão mais fáceis com o afastamento." Arnaldo Madeira, deputado (PSDB), ex-vereador de São Paulo - "Não houve surpresa em relação à decisão da Justiça. Acredito, porém, que as investigações ocorreriam com ou sem o afastamento. Ainda assim, com a decisão judicial, fica a certeza de que não haverá impedimento às apurações." Norma Kyriakos, integrante da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) - "A decisão pode ter sido precipitada. Até agora, predomina no caso a falta de provas concretas contra Celso Pitta. Não apoio o prefeito politicamente
mas também não sou a favor do afastamento. Acho que cabe agora aos operadores jurídicos dar um tom de equilíbrio político à situação. Infelizmente há o risco de que algumas pessoas busquem mais a notoriedade e autopromoção com a situação que a justiça." Benedicto Porto Neto, jurista e professor de direito da PUC-São Paulo - "Não conheço as provas do caso, a não ser o que foi publicado pela imprensa, mas estranho o acolhimento da medida e o caráter liminar. O afastamento de um prefeito eleito é um ato excepcional e raro, pricipalmente por meio de uma liminar. A princípio, me parece uma medida exagerada, mais baseada em indícios e no clamor popular."

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