Londrina – Começou a funcionar ontem na Praça Sete de Setembro, no centro de Londrina, um reator eletromagnético que pretende diminuir o número de pombos no local. Trata-se de um projeto-piloto encabeçado pela Secretaria Municipal do Ambiente (Sema) para controlar a população de aves na cidade.
O reator foi instalado em uma única árvore, escolhida estrategicamente, e será testado durante 30 dias. O equipamento envia ondas eletromagnéticas que atinge o mineral magnetita existente no bico das aves. "Isso desorienta o campo eletromagnético dos pombos e aquele local passa a ficar desconfortável, por isso eles desviam e não ficam naquele espaço", explicou o técnico de Controle de Pragas da Robotx, empresa responsável pela instalação, Cléber Garcia.
Segundo Garcia, o reator funciona com 100% de eficácia em edificações, com campo de abrangência de até 300 metros quadrados, mas esta é a primeira experiência em locais abertos. "No laboratório, o teste em árvores funcionou, agora veremos como será na natureza", apontou. O projeto-piloto não terá custos aos cofres municipais. Ainda não há estimativa do investimento definitivo se o teste for bem-sucedido.
O controle da diminuição da presença de aves no ponto onde está instalado o equipamento será feito diariamente. "Vamos monitorar pela quantidade de fezes. Se houver uma diminuição, significa que as pombas não estão ficando mais naquela árvore. A nossa meta é que o volume de fezes chegue próximo a zero", ressaltou.
O secretário do Ambiente, Cleuber Moraes Brito, espera que a experiência seja positiva. "Se aprovado, vamos instalar o equipamento no Bosque, que é a nossa grande demanda", frisou.
Na sexta-feira, o reator será instalado no terminal de ônibus do Distrito de Irerê (zona sul). "No terminal a instalação será definitiva, já que o equipamento é consagrado em locais edificados. Nós já tínhamos feito uma visita em Irerê e realmente lá há uma infestação de pombas domésticas", explicou o secretário. "No terminal posso garantir que o resultado será de 100%. Instalando na sexta, na segunda-feira não haverá mais pombos", garantiu Cléber Garcia. A colocação dos reatores deve custar, aproximadamente, R$ 12 mil.

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