Repasse emergencial impede greve no transporte coletivo
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quinta-feira, 08 de janeiro de 2015
Rubens Chueire Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba A Prefeitura de Curitiba determinou ontem um repasse emergencial de
R$ 3,8 milhões por meio do Fundo de Urbanização para oito das 23 empresas que operam no transporte coletivo da capital, e que ainda não haviam realizado o pagamento do adiantamento de 40% do salário dos trabalhadores. A medida foi tomada para evitar uma greve geral de motoristas e cobradores prevista para hoje.
O Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc) divulgou no final do ano passado que, caso os trabalhadores não recebessem os valores, haveria uma paralisação geral da Rede Integrada de Transporte (RIT). Segundo o órgão, após o anúncio da Prefeitura, a paralisação foi descartada, mas alguns protestos podem ocorrer durante o dia.
"A integração metropolitana, o transporte intermunicipal de passageiros, é de competência legal do governo do Estado. Então cabe a ele construir uma solução para a população nesse sentido. Da nossa parte estamos dispostos a contribuir com o que for necessário para manter a RIT. Queremos dar continuidade imediata nessa operação, mas, a partir de agora, o que vamos fazer é uma segmentação financeira. Pagaremos as empresas urbanas, que operam na capital, e o governo estadual vai pagar as empresas metropolitanas", ressaltou o presidente da Urbanização de Curitiba (Urbs), Roberto Gregório.
O governo estadual, por meio da Coordenação da Região Metropolitana (Comec), informou que encaminhou ofício à Urbs manifestando a intenção de manter o convênio.


