A doação de terras do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) para a criação de unidades de conservação foi festejada pelos ambientalistas. A expectativa é passar das ações emergenciais (de salvar áreas sob pressão) para medidas preventivas e, quem sabe, para um novo modelo de desenvolvimento sustentável de base florestal. ''É uma abertura fantástica do MDA, por que estão sendo vistos todos os aspectos, inclusive financeiros, econômicos, a sustentabilidade, então acho que isso abre um campo novo, altamente promissor'', disse Paulo Nogueira Neto, conselheiro de diversas entidades ambientalistas. Ele foi o primeiro secretário nacional de meio ambiente.
''É muito mais fácil criar unidades de conservação em áreas relativamente intactas, que já pertencem ao governo e não precisam ser desapropriadas'', comenta Garo Batmanian, do Fundo Mundial para a Natureza (WWF). ''Para a preservação de algumas espécies, sobretudo grandes mamíferos, são necessárias grandes áreas, acima de 500 mil hectares e as áreas que eles estão conseguindo oferecer estão por volta disso ou até acima, então o que temos aqui é o casamento de um trabalho que o Ibama já vinha fazendo com as ONGs , de localizar as áreas prioritárias, e agora esta possibilidade de criar um mosaico de unidades de conservação, criando um modelo diferente do atual, de desenvolvimento sustentável''. (A.E.)

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