Reparo em pilar de emissário deve ser concluído de madrugada
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quinta-feira, 06 de maio de 1999
Por Clarissa Thomé, especial para a AE 
Rio, 07 (AE) - Técnicos da Petrobrás passaram o dia de hoje tentando interromper o vazamento de esgoto na junta lateral do pilar 504 do emissário submarino de Ipanema, no Rio. Segundo o engenheiro responsável pela obra, César Scherer, os operários colocariam uma junta de borracha sob uma peça de concreto de 22 toneladas. "Não tenho como avaliar a quantidade do vazamento", disse o engenheiro. A intenção era terminar a obra na madrugada de amanhã (08).
A junta do pilar 504 foi avariada na última quarta-feira
quando os técnicos alinharam os tubos suspensos pelo pilar 505, que tombou em janeiro deste ano. Hoje, o governo estadual pediu desculpas à população pelo atraso do reparo. "A avaliação inicial era de que o conserto fosse feito entre seis e 16 dias; apostamos no prazo mais otimista mas os astros apostaram contra", explicou o secretário estadual de Meio Ambiente, André Corrêa. A obra entra no 11º dia amanhã.
O secretário se refere ao emissário como uma bomba de efeito retardado deixado pelo governo anterior. Desde 1994, estudo da Coordenação de Programas de Pós-graduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro atestava que 70 dos 90 pilares do emissário sofriam de fadiga de material. O pilar 505 se rompeu em janeiro desse ano.
Côrrea vai se beneficiar da desvalorização do real para consertar "definitivamente" os pilares. De acordo com o convênio entre o governo e o Banco Interamericano, a instiuição vai destinar US$ 350 milhões para o Programa de Despoluição da Baía da Guanabara. "Com a desvalorização, ficamos com um saldo residual de aproximadamenteR$ 30 milhões", calculou o secretário. "Recebemos sinalização positiva do BID para empregar esse recurso no emissário".


