A superintendência da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) foi obrigada a reintegrar três dos quatro trabalhadores demitidos, em função do vazamento de 4 milhões de litros de petróleo. Para próxima semana deverá ser julgado o processo do quarto funcionário afastado. O Sindicato dos Petroleiros do Paraná (Sindipetro) acredita que o resultado também seja favorável.
O presidente do Sindipetro, Hélio Seidel, disse que os três funcionários reintegrados trabalharam ontem. No entanto, os dois operadores da Repar foram deslocados de função para atuar na área de projetos. Mesma situação aconteceu com o supervisor de operação, que trabalha no terminal portuário de São Francisco do Sul (SC), vinculado ao Departamento de Dutos e Terminais do Sul (DTSul), subsidiária da Petrobras. A assessoria de imprensa da Petrobras informou que pretende recorrer da decisão. Uma contestação pode ser feita até a próxima quarta-feira.
Para conseguir a reintegração, o Sindipetro argumentou que os trabalhadores não tiveram direito de defesa. ‘‘Foi uma resposta política a da Petrobras, que queria satisfazer a mídia com uma resposta rápida’’, alegou Seidel. ‘‘Mas não apurou as verdadeiras razões que provocaram o vazamento.’’
O sindicalista questionou que as causas estão associadas à falta de pessoal, que provoca uma sobrecarga no trabalho. ‘‘Depois do acidente, alguns trabalhadores foram deslocados para vigiar o local do vazamento, mas para isso os petroleiros estão sendo obrigados a dobrar de turno, sem poder descansar’’, afirmou. (I.R.)

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