Renúncia fiscal pode ser apenas de IPI, diz Fenabrave
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segunda-feira, 22 de fevereiro de 1999
Por Marli Olmos 
São Paulo, 23 (AE) - O presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos (Fenabrave), Hugo Maia, defende que o governo federal faça a sua renúncia fiscal, por meio da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) nos carros, como ponto de partida para o acordo emergencial. Segundo ele, o mercado, que está parado, não vai suportar esta situação indefinida além desta semana.
"O governo federal não tem o IPI nas mãos? Então pode começar por aí, deixando que os Estados resolvam cada um a questão do ICMS", disse Maia, ao sair de Brasília, para onde foi hoje para acompanhar a reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que pediu mais tempo para avaliar a renúncia de ICMS.
A Fenabrave representa os mais de 4 mil concessionários, que estão desde a véspera do carnaval à espera do que vai acontecer em relação ao acordo. O mercado parou e as montadoras não estão faturando os carros que produzem, à espera da redução dos preços.
"Os sindicalistas demonstraram que os metalúrgicos querem trabalhar e nós queremos vender; essa indefinição é ruim para todo o mundo", disse Maia.


