Wahington, 22 (AE-AP) - A secretária de Justiça Janet Reno defendeu a decisão de retirar à força Elián González da casa de seu tio-avô em Miami. Segundo ela, o governo acreditava que os agentes federais iriam enfrentar resistência armada para pôr fim ao impasse.
Reno disse que o governo havia recebido informações dando conta que haveria armas de fogo "talvez entre a multidão, talvez na casa" e que os agentes tinham de estar preparados.
Ela afirmou que o governo "dará todos os passos necessários" para garantir que o menino cubano de seis anos não deixe os Estados Unidos com seu pai até que seja resolvida a batalha judicial sobre sua custódia.
Os familiares de Miami não deixaram outra opção ao governo além do uso da força para tirar o menino, disse ela.
"Eu informei às partes que o tempo estava acabando", afirmou Reno. Ela informou que houve uma rodada de negociação que durou toda a noite e terminou com a tomada do garoto pouco antes do amanhecer.
Fotos da Associated Press tiradas durante a tomada do menino mostrou um dos pescadores que resgataram Elián do mar cinco meses atrás cercado num armário com o garoto nos braços e um agente federal apontando uma arma para ele.
Perguntada sobre a foto, Reno disse que a arma "foi apontada para o lado" e que "o dedo do agente não está no gatilho".
Policiais do lado de fora da casa usaram gás pimenta para controlar enfurecidos parentes e partidários.
"Nos foi dito em várias ocasiões que pessoas teriam armas para impedir que isto (a retirada do menino) ocorresse", afirmou Reno.
Ela disse numa entrevista coletiva que oito agentes permaneceram na casa por apenas três minutos. Uma agente conversou com Elián em espanhol enquanto o tirava da casa.
Doris Meissner, comissariada do Serviço de Imigração e Naturalização, afirmou que a mensagem dita pela agente a Elián - e preparada com antecedência - foi: "Isto pode ser muito amedrontador. Logo, logo tudo estará melhor". Ela disse ao garoto que ele estava sendo levado para seu "papa".

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