Brasília - A liberação das obras de duplicação da BR-101 entre Florianópolis (SC) e Osório (RS) ainda pode demorar 60 dias. A retomada da licitação depende de renegociação do financiamento com os organismos multilaterais, segundo informação do Ministério dos Transportes.
O ministério tentará compensar a saída do JBIC (Japan Bank for International Cooperation) do pool de financiamento para a duplicação desta e de outras rodovias, formado também pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). Juntos, os bancos financiariam dois terços da obra orçada em R$ 1,1 bilhão. O outro terço seria a contrapartida do governo brasileiro.
As licitações para obras em rodovias federais foram suspensas em janeiro, quando o ministro Anderson Adauto assumiu o cargo decidido a rever os processos em andamento. Além das negociações com os organismos financiadores, o ministério deverá fechar com a equipe econômica um cronograma definitivo de obras para a liberação dos recursos.
Além da BR-101, estão na pauta de discussão do ministério com os órgãos financiadores a duplicação da BR-381 (Fernão Dias) entre Belo Horizonte e São Paulo; a duplicação da BR-101/116, entre Florianópolis e Curitiba; e entre Curitiba e São Paulo.
O deputado Jorge Boeira (PT-SC) coordenador da Frente Parlamentar em Defesa da Duplicação da BR-101 defende a liberação da licitação sob a alegação de que a situação é ''insustentável'' com a ocorrência de 1,7 mil acidentes no ano passado. ''A BR-101 é uma pena de morte compulsória, sem direito à defesa prévia'', disse o deputado em nota divulgada pela sua assessoria.

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