Rendimento médio dos trabalhadores ficou estável, diz IBGE
Rio, 23 (AE) - O rendimento dos trabalhadores de abril para maio ficou estável, segundo o IBGE. Houve aumento de 2% para empregados com carteira assinada, provavelmente devido ao reajuste do salário mínimo, e queda em outras categorias. Segundo Shyrlene Ramos de Souza, consultora econômica do IBGE, o rendimento dos trabalhadores neste ano deve ser menor do que o do ano passado porque a maior preocupação é a garantia do emprego. "Os trabalhadores não têm hoje margem quase nenhuma para negociação", afirmou. Entre janeiro e maio, a renda total dos trabalhadores caiu 4,3%, com quedas acentuadas no Recife (-5 8%) e São Paulo (-5,6%). O Rio de Janeiro, que concentra um grande número de funcionários públicos, trabalhadores informais e população idosa, teve uma queda menor, de 3,8%. Na divisão por tipo de profissional, de janeiro a maio os rendimentos dos empregados com carteira assinada baixaram 2 ,7% e os dos sem carteira assinada, apenas 0,4%. Os trabalhadores por conta própria tiveram queda de 7% no rencimento acumulado no ano. O IBGE informou que, no primeiro semestre deste ano, o tempo médio de procura por trabalho aumentou no primeiro semestre deste ano em relação ao esmo período do ano passado. De janeiro a junho de 98, o tempo médio de procura era de 21 semanas e, em 99, ficou em 22 semanas. A porcentagem de pessoas procurando trabalhado há 12 meses ou mais também cresceu na mesma comparação, de 13,16% dos desempregados no primeiro semestre de 98 para 14,97% neste ano. (Gustavo Freire)





