Rio, 23 (AE) - O rendimento médio dos trabalhadores das seis maiores regiões metropolitanas caiu 4% no primeiro semestre do ano, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São Paulo teve a maior queda, de 6%, entre as áreas pesquisadas (as outras são Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Porto Alegre).
"Foi a região mais atingida pela crise", explicou a consultora econômica do instituto, Shyrlene Ramos de Souza. As pessoas que trabalham por conta própria tiveram a maior perda de renda de janeiro a julho, de 7%. Em São Paulo, este contingente sofreu redução de 8,3% dos seus ganhos, mas em Salvador foi registrada a maior queda, de 11%.
Os empregados com carteira assinada tiveram redução de 3% de janeiro a junho. Apenas os empregados sem carteira assinada viram seus ganhos aumentar 0,6% neste período. Mas em São Paulo, esta parcela da População Economicamente Ativa (PEA) perdeu 1,6% da sua renda. O maior crescimento dos rendimentos dos empregados no setor informal, de 4,1%, foi registrado no Rio de Janeiro.
Na comparação com junho, a renda média real dos trabalhadores teve perda de 2% em julho por causa da queda apurada em todas as categorias de empregados. Em relação a julho de 1998, o recuo foi de 4,6%, como reflexo da diminuição em torno de 5% da renda de empregados com carteira de trabalho assinada e das pessoas que trabalham por conta própria.
Este último grupo vem tendo queda de renda contínua desde agosto do ano passado, lembrou Shyrlene. Os trabalhadores legalmente contratados também haviam sofrido perda de rendimento em junho na comparação com o mesmo mês de 1998, mas de apenas 1 8%. Os empregados sem carteira assinada também sofreram diminuição de seus ganhos na comparação anual, de 1,5%. A queda interrompeu uma trajetória crescente que havia sido apurada pelo IBGE nos quatro meses anteriores.

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