São Paulo, 4 (AE) - A renda familiar da população do interior do Estado de São Paulo cresceu 10%, em termos reais, entre 1994/1998. A renda familiar per-capita teve um aumento de 24%. Esses números se explicam pela preservação do valor real dos rendimentos dos trabalhadores, o aumento dos benefícios pagos pela previdência social e o crescimento da população aposentada. Os dados estão sendo divulgados hoje pela Fundação Seade que realizou Pesquisa de Condições de Vida (PCV-98) de sete regiões do interior paulista. Os dados não dizem respeito a região metropolitana de São Paulo.
Como reflexo do aumento do nível de renda das famílias, cresceu também, de forma expressiva no período, o número de bens de consumo duráveis (televisão em cores, video cassete, freezer e máquina de lavar roupa) por domicílio. Segundo o Seade a expansão foi impulsionada também pela ampliação das facilidades de crédito e pelo barateamento dos produtos eletro-eletrônicos, após o plano Real.
Entretanto, a concentração de renda permaneceu elevada: os 5% das famílias mais ricas registraram rendimento médio total pelo menos trinta vezes maior que os 5% de famílias mais pobres. Considerando a renda média per-capita, esta proporção é de trinta e cinco vezes maior.
Esta é a terceira pesquisa PCV da Fundação Seade, que teve sua primeira versão em 1990 e foi reaplicada em 1994. A pesquisa foi a campo entre junho e novembro de 98 e investigou a situação de indivíduos e famílias residentes nos 73 municípios paulistas com população urbana superior a 50 mil habitantes, cobrindo 83% da população urbana do Estado.

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