Renda dos pais e escolaridade têm interferência
Os dados do Enem 2001 divulgados pelo Ministério da Educação indicam que a renda familiar e escolaridade dos pais interferem no desempenho dos estudantes no exame. De acordo com os dados, quando se leva em conta o desempenho segundo fatores como idade, faixa de renda, gênero e escolaridade dos pais, a variável que causa a maior diferença de média é a faixa de renda do participante.
O relatório do Enem 2001 aponta que aqueles estudantes que têm renda familiar até um salário mínimo tiveram uma nota média de 30,67. Já entre aqueles que vivem em famílias com faixa de renda acima de 50 salários mínimos, a média é de 58,12.
A escolaridade do pai é outro fator que tem peso marcante na média dos estudantes que participaram do Enem 2001. Quando o pai do participante não tem nenhum nível de instrução, a média de desempenho é 31,66 na parte objetiva. Já para aqueles participantes cujos pais têm a pós-graduação, a média sobe para 57,94.
Na avaliação do MEC, a questão da faixa de renda é refletida no resultado do exame devido ao acesso facilitado que estudantes de maior renda têm a bens culturais como livros, computadores, cinema e viagens.
O Enem já é aceito como critério para ingresso no ensino superior em 296 instituições, de um total de cerca de 1.200. Apesar disso, metade dos participantes da prova tinham o objetivo de obter pontuação no vestibular. (A.F.)





