Paul Johnson é um historiador pouco tradicional. Colaborador da revista ‘‘The Spectator’’, para ele, o Renascimento foi obra de indivíduos e, num certo sentido, diz respeito ao individualismo. Afinal, em nenhum outro período da História da Europa tantos talentos produziram, ao mesmo tempo, um número tão expressivo de obras artísticas.
‘‘O primeiro e maior desses indivíduos foi Dante Alighieri (1265-1321)’’, escreve. Alighieri inventou o italiano como língua literária e a sua obra máxima, ‘‘A Divina Comédia’’, está impregnada de influências aristotélicas, pouco difundidas à época por conta de seu viés pagão, uma grave heresia para a Igreja Católica. ‘‘Dante tornou-se um modelo, um farol e um mentor’’, afirma o historiador.
O autor estruturou seu livro em diversos capítulos, divididos a partir das proezas de escritores, escultores, arquitetos e pintores. Johnson apresenta a importância da arte de Leonardo da Vinci, Michelângelo e Montaigne, entre outros, que se transformou na principal herança cultural da Itália entre os anos de 1300 e 1600. (U.B)

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