Apenas 30% das paranaenses que apresentam problemas no útero ou no ovário trocam as cirurgias tradicionais pela endoscopia ginecológica (laparoscopia) na remoção de cistos e miomas. Isso porque apenas cerca de 10% dos ginecologistas do Paraná estão capacitados a utilizar o método. A Sociedade Paranaense de Laparoscopia conta com 70 membros em Curitiba, sendo que existem, na cidade, 800 ginecologistas.
Na opinião do médico Edson Tissot, outra razão para a pouca difusão da técnica é o fato de planos de saúde não cobrirem o custo integral da operação – mais cara que a tradicional. Tissot coordenou a Jornada Paranaense de Endoscopia Ginecológica, no final de semana, em Curitiba.
Para o médico, a endoscopia apresenta grandes vantagens em relação à cirurgia com corte na remoção de cistos e miomas. Como somente pequenas aberturas são feitas no corpo para a introdução de pinças e de uma microcâmera, a recuperação das pacientes é muito mais rápida. A operação também representa menos riscos de retirada do ovário, pois é feita por meio de um monitor que aumenta em até quatro vezes a imagem do órgão afetado.
A cirugia sem corte também pode ser adotada em casos de tumores no útero. O método, chamado histeroscopia, consiste na introdução de um aparelho no interior do útero e na retirada do órgão pela vagina. Os procedimentos serão discutidos em setembro, durante congresso em Belo Horizonte.
De acordo com o médico, 40% das mulheres apresentam miomas no útero e apenas 10% precisam de tratamento. ‘‘Na maioria dos casos os miomas não atrapalham, são como verrugas.’’

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