Remoção de amígdalas eleva risco de sobrepeso
PUBLICAÇÃO
domingo, 26 de abril de 2009
Agência Graffo 
Um estudo holandês publicado na edição de abril da revista ''Pediatrics'' concluiu que crianças têm risco maior de desenvolver sobrepeso ou obesidade após a cirurgia de remoção de amígdalas e da adenoide (a carne esponjosa do nariz).
A partir de questionários anuais feitos a pais de 3.963 crianças com até oito anos de idade, a equipe liderada por Alet Wijga, do Instituto Nacional de Saúde Pública da Holanda, observou que a prevalência de sobrepeso aumentou em 61% após tonsilectomia (remoção das amígdalas) e 136% após adenotonsilectomia (remoção das amígdalas e da adenoide).
A cirurgia, que no passado era indicada aos mínimos sintomas e chegou a ser considerada medida de saúde pública, é restrita hoje a infecções recorrentes sem controle clínico, à obstrução nasal - que pode levar a alterações faciais - e à apneia do sono, que interfere no aprendizado.
Embora as porcentagens do estudo holandês possam ser relativizadas - como a prevalência de sobrepeso e obesidade no país é baixa, um pequeno aumento em números absolutos traduz-se em grande porcentagem -, médicos brasileiros afirmam que o ganho de peso é comum após essas cirurgias.
Com amígdalas e adenoide constantemente inflamadas, a criança tem deglutição e olfato prejudicados e não consegue alimentar-se normalmente. Após a operação, ela passa a comer mais, pois a deglutição torna-se mais fácil e o olfato e o paladar, mais apurados. Por outro lado, ela diminui o gasto energético que antes ocorria com a respiração trabalhosa e com os processos inflamatórios.


