Remédios vendidos no BR terão rastreador
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sexta-feira, 07 de novembro de 2008
Vannildo Mendes<br>Agência Estado 
Brasília- Os medicamentos vendidos no Brasil sairão de fábrica com um rastreador que permitirá acompanhar toda sua circulação até chegar ao consumidor. A medida faz parte de um plano acertado entre a indústria farmacêutica e o governo federal para combater a pirataria de remédios. A medida estará totalmente implementada em 2010, mas já no próximo ano alguns rastreadores começam a funcionar experimentalmente.
A idéia é desmontar, em megaoperações conjuntas da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) com as Polícias Federal e Rodoviária, quadrilhas que atuam no setor. Só no ano passado, a pirataria deu um prejuízo de mais de R$ 30 bilhões ao País em sonegação e fraudes, além de ter fechado milhares de postos de trabalho e causado danos a pacientes, sobretudo a mulheres e a idosos. Este ano, só a Polícia Rodoviária apreendeu 444,8 mil medicamentos falsos, quase 40% mais do que as 322 mil unidades apreendidas em todo o ano passado.
O Brasil é o oitavo mercado de remédios piratas, consumindo entre 5% e 10% da produção mundial, segundo levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS).A estimativa do Ministério da Justiça é que 30% dos medicamentos comercializados no País tenham origem na informalidade.
Falsifica-se de tudo no setor, desde estimulantes sexuais a abortivos, vacinas e até remédios de tarja preta que, em vez de curar, causam danos à saúde e podem levar à morte. ''De todas formas de pirataria, essa é a mais perversa, porque as pessoas não sabem que o produto é falso e pessoas estão morrendo'', alertou o presidente do Conselho Nacional de Combate à Pirataria (CNCP), do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Barreto.
Segundo a Anvisa, os remédios mais pirateados no Brasil são os de maior valor agregado, começando pelos de combate à disfunção erétil, sobretudo Viagra, Cialis e Pramil. As fórmulas copiadas pelos piratas são de eficácia duvidosa, quando não nula e às vezes perigosas, podendo gerar danos graves, como impotência definitiva.


