São Paulo, 2 (AE) - Nos últimos três meses, os preços dos remédios registraram reajustes médios de 3% ao mês, conforme o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe). De janeiro a maio, a variação acumulada nos preços dos medicamentos foi 7,52%, perdendo apenas para os aparelhos de imagem e som (11,82%) e artigos de limpeza (9,48%). Nesse período, a inflação apurada pela Fipe foi de 2 59%. Só em maio, os remédios subiram 2,38%, ante deflação de 0 37%.
"A tendência é de os remédios serem os vilões da inflação", diz o coordenador do IPC da Fipe, Heron do Carmo, levando em conta que o acordo entre o governo e indústria na época da desvalorização cambial para parcelar os aumentos deverá continuar surtindo efeito nos índices de preços.
Para Heron, o governo não deveria ter fechado acordos com a indústria e ter deixado o mercado se ajustar sozinho, como está ocorrendo com outros setores. "Com o acordo, a indústria tem um álibi para aumentar preços", diz Heron.

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