As novas gerações de remédios apresentam menos efeitos colaterais. São os antagonistas de receptor de angiotensina (losartana, valsartana) e o inibidor de vasopeptidase (omapatrilato, ainda em fase de testes clínicos). Já se sabe que eles diminuem a pressão, mas estudos em longo prazo ainda não foram concluídos para determinar seu benefício na redução de mortes e de complicações.
O efeito de todos esses remédios é muito diverso entre os pacientes, porque os diferentes fatores que causam a hipertensão tem importância variável de pessoa para pessoa. Enquanto em alguns a retenção de água e sal é muito grande, em outros o hormônio adrenalina têm papel mais relevante no desenvolvimento da doença, por exemplo.
‘‘Ainda não temos parâmetros objetivos para prever qual medicamento vai ter resposta melhor em cada paciente. Existe um componente grande de tentativa e erro no tratamento atual’’, afirma José Eduardo Krieger.‘‘Quando conseguirmos mapear o genoma humano e conhecer melhor os fatores ambientais que provocam a hipertensão, o tratamento vai ser mais eficiente’’, diz Krieger. (A.B.J.)

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