Remédios falsos chegam a 30% em todo o mundo
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 25 de setembro de 1998
Benê Bianchi 
A falsificação de remédios não é uma prática recente no Brasil ou no mundo, embora a situação no País tenha se agravado nos últimos meses. Segundo dados na Organização Mundial da Saúde (OMS), 30% dos remédios que circulam no planeta são falsos.
Os dados foram apresentados ontem, em Londrina, pelo gerente geral da divisão industrial da Fundação para o Remédio Popular, de São Paulo, Willen Rike. Ele participou do 2º Fórum Paranaense de Medicamentos, organizado pelo Laboratório de Produção de Medicamentos da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Willen Rike salienta que a predominância de medicamentos falsificados está nos países pobres. No Japão, o índice é de 2%, enquanto que na África é de 29%, exemplifica. No Brasil não há dados concretos sobre o assunto, mas a estimativa é que 5% dos remédios sejam falsos.
O problema ocorre, na avaliação de Willen Rike, porque o mercado farmacêutico é muito atraente. Ao mesmo tempo, o mecanismo de fiscalização do setor ainda é deficiente. O mercado atrai tanto empresários sérios que querem ganhar dinheiro, como pessoas oportunistas, comenta.
O setor movimenta, anualmente, US$ 30 bilhões no mundo. Só no Brasil, são US$ 12 bilhões. Um mercado desse é sempre atraente, observa. Quanto à Vigilância Sanitária, órgão responsável pela fiscalização do setor, Rike avalia que só recentemente está havendo uma priorização da fiscalização preventiva e não corretiva. O Fórum está sendo realizada no auditório da Associação Médica e termina hoje, às 10h30.


