Remédios contra a Aids devem ficar mais caros
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quinta-feira, 28 de janeiro de 1999
Agência Estado 
A direção do Instituto Estadual Vital Brasil, fornecedor oficial de medicamentos para o Ministério da Saúde, está preocupada com a recente mudança no câmbio, pois parte da matéria-prima é importada. No início desta semana, o laboratório começou a distribuir dois remédios que compõe o coquetel anti-aids para dez capitais do País. Antes produzidas apenas por indústrias farmacêuticas privadas, as drogas lamivudina (3TC) e estavudina (d4T) estão sendo comercializadas por preços cerca de 30% abaixo do mercado.
A matéria-prima dos medicamentos é importada e o perigo é que os custos ultrapassem o limite das margens previstas, afirma o chefe de gabinete da presidência do instituto, Mário Sérgio Ramalho. Ele ressaltou não haver risco de abastecimento. É preciso lembrar que o custo aumentou também para o concorrente multinacional e, por isso, continuaremos levando vantagem no preço final, disse.
O Instituto Vital Brasil começou a distribuição dos medicamentos na segunda-feira. As primeiras cidades a receber os medicamentos são Porto Alegre, Aracajú, Florianópolios, Santa Catarina, Natal, Curitiba, Campo Grande, Belo Horizonte, Fortaleza, Salvador e Rio Branco.


