Brasília, 04 (AE) - Cinquenta e quatro medicamentos tiveram reajuste de preços entre 1,34% e 83,61% de março até hoje, segundo pesquisa do Conselho Regional de Farmácias (CRF) do Distrito Federal. O anestésico Proposol, usado em larga escala nos hospitais, foi o campeão de aumentos - 83,61%. Em segundo, com reajuste de 40,82%, ficou o antidepressivo Fluoxetina-floux. O levantamento compara preços de 4 mil remédios mensalmente, há cinco anos.
Entre os intens que mais aumentaram estão analgésicos, anestésicos, antibacterianos, anti-hipertensivos, anticonvulsivos, antidepressivos e drogas utilizadas em tratamentos de reposição hormonal. O remédio Granocyte, usado em pacientes transplantados para repor as taxas de leucócitos, teve aumento de 12,41% . O frasco do produto subiu de R$ 1.777,00 para R$ 1.997,51.
"É um absurdo os aumentos verificados", afirma o presidente do CRF, Antônio Barbosa da Silva. Segundo ele, não há justificativas para esses aumentos porque os insumos utilizados na fabricação dos remédios tiveram redução de até 40% no mercado extermo. Para Barbosa, os aumentos de remédios são uma afronta à CPI dos Medicamentos e comprovam a ineficiência dos órgãos governo neste setor.

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