Outra novidade é uma geração de remédios para diabetes que terá efeito no intestino, onde, de certa forma, tudo começa. As empresas farmacêuticas Novartis e a Eli Lilly prometem, também para o ano que vem, essa nova classe de remédios.
Até hoje, os medicamentos agiam de três principais formas. Uma, estimulando diretamente o pâncreas a fabricar a insulina. Outra, diminuindo a resistência do organismo à ação do hormônio, ajudando-o a entrar nas células. E, enfim, diminuindo a liberação da glicose pelo fígado - o órgão funciona como reservatório de glicose.
Quando nos alimentamos, as células do aparelho digestivo fabricam enzimas chamadas incretinas. Elas caem na corrente sanguínea e vão até o pâncreas, onde estimulam a fabricação de insulina. ''Uma pessoa saudável tem elevação média de 60% quando come. O diabético, cerca de 6%'', calcula Juliana Oliveira, pesquisadora clínica da Eli Lilly. O remédio da empresa será na forma de injeção. Da Novartis, de pílulas.
Esses remédios prometem ainda, de quebra, uma função importante para quem sofre de diabetes: agir no cérebro, aumentando a sensação de saciedade, já que o excesso de peso atrapalha a ação da insulina.
A diabetes tipo 2, sempre associada à idade adulta, vem crescendo entre crianças e adolescente por conta da obesidade. Estima-se que nos Estados Unidos, em 80% dos diagnósticos quem sofre de diabetes é obeso ou está a caminho disso. (Agência Estado)

mockup