O Ministério da Saúde continua negociando a redução do preço do Glivec, para o tratamento da leucemia mielóide crônica, com o laboratório Novartis. Segundo a assessoria de imprensa do ministério, o governo não está em processo de quebra de patente nem pretende fazê-lo. Anteontem, o ministério anunciou a quebra de patente do nelfinavir, chamado comercialmente de Viracept, um dos componentes do coquetel contra Aids, e que é produzido pelo laboratório suíço Roche.

A intenção do governo é chegar a um acordo com o laboratório para distribuir a droga a três mil doentes de leucemia carentes no Brasil.

O princípio ativo do remédio, imatimib, é patenteado pelo Novartis, que possui produção mundial, própria e exclusiva do insumo e da droga em sua unidade irlandesa.

Nos Estados Unidos, o custo do tratamento mensal é de US$ 2.400,00 sem impostos, e no Brasil sairia por US$ 2.216,00 sem impostos nem tributos.

O laboratório propõe ao governo brasileiro o fornecimento do medicamento por US$ 1.800,00 mensais, por paciente, desconto de 17% sobre o valor sem impostos e tributos.

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