Remédio não cura e nem previne
Curitiba - De acordo com a Sociedade Brasileira de Hipertensão, 30% da população adulta no país sofre de hipertensão arterial. Nos idosos, essa taxa sobre para 50%. A hipertensão é responsável por 40% dos infartos e por 80% dos acidentes vasculares cerebrais sofridos por brasileiros. A Sociedade Brasileira de Cardiologia estima que a hipertensão esteja relacionada a cerca de 15% de todas as mortes no país.
As melhores formas de combate e prevenção à doença são aquelas já conhecidas por todos: alimentação adequada (consumo de alimentos com menos, sal, gordura e açúcar e de mais frutas, verduras e legumes), atividade física regular, controle do estresse. ''Todos sabem qual é o antídoto para o problema, mas pelo estilo de vida atual, temos muito pouco tempo para nos cuidar'', diz o médico cardiologista Mário Maranhão, consultor científico do Hospital Santa Cruz.
Maranhão diz que é comum pacientes seus que apresentam quadro de hipertensão pedirem ''um remedinho'' para resolver o problema. ''Mas o remédio não cura e não previne'', avisa o médico. ''Se o sujeito não muda seus hábitos alimentares e o combate o sedentarismo, vai acabar doente'', afirma. Maranhão calcula que 80% dos orçamento público com assistência médica sejam gastos com apenas 20% da população com hábitos e comportamento errados.
Na opinião do cardiologista, não há segredo para se viver uma vida mais saudável. Para quem não tem tempo ou dinheiro para investir em uma academia, o médico recomenda caminhadas da casa para o trabalho, descer em pontos de ônibus anteriores ao seu destino e usar escadas ao invés de elevador.
Para os estressados, momentos de relaxamento na cadeira do trabalho ou no banco do carro durante o trânsito parado. ''Doenças crônicas, não só as cardiovasculares, vêm de um estilo de vida inadequado. As pessoas vêm abusando da saúde há décadas'', atesta.
Uma das recomendações de combate à hipertensão da Socie dade Brasileira de Cardiologia é ''amar e ser amado''. O doutor Maranhão explica: ''Dados científicos demonstram que uma pessoa mais positiva adoece menos e vive mais. Vale a pena procurar adotar hábitos que custam muito pouco e que podem fazer a diferença''. (R.S.)





