Manaus, 10 (AE) - Trinta homens continuam trabalhando na retirada do óleo combustível que vazou do duto da Refinaria de Manaus (Remam) da Petrobrás, no igarapé do Cururu. A Remam deve divulgar amanhã (11)o relatório com as causas do acidente. O gerente de produção, José Carrinho, disse que 2 mil litros do óleo já foram succionados por uma draga.
Ainda restam mil litros espalhados pelo igarapé. Três mergulhadores se revezam para detectar, a dois metros de profundidade, um possível furo no oleoduto - que faz fornecimento do óleo combustível para a empresa Manaus Energia. O combustível é usado nas caldeiras das termoelétricas que geram energia para a capital. O abastecimento está sendo feito com carro tanque.
O vazamento do óleo combustível poluiu a vegetação que cerca o igarapé Cururu, localizado a 20 quilômetros do centro da cidade, e formou uma mancha de 2 quilômetros quadrados sobre as águas. Foram montadas barreiras para evitar que o óleo poluísse o Rio Negro.
José Carrinho disse que um dia antes do acidente no duto - construído em 1972, com 4.350 metros - houve uma manutenção na tubulação com equipamento chamado "pig", que trafega pela tubulação emitindo frequência para detectar furos e corrosão. A análise do rastreamento está sendo realizada no centro de pesquisa da Petrobrás, na Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro. O resultado chega hoje em Manaus. Segundo José Carrinho, a última manutenção com o pig aconteceu há dois anos.

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