RELIGIÃO - Humanidade caminha para paz, acredita Dalai Lama
A humanidade está caminhando em direção à paz, lentamente. Nossas sociedades estão ficando mais maduras. A declaração parece absurda. Particularmente diante da escalada bélica que domina o noticiário internacional e do festival de corrupção que assola o Brasil. Mas, vinda de quem vem, merece ser ouvida com um pouco de atenção. Afinal, o monge tibetano Tenzin Gyatso, mais conhecido como
Dalai Lama, viveu ao longo de seus 70 anos algumas das mais dramáticas conseqüências do belicismo e do autoritarismo político. Durante a palestra Coração e Mente Abertos, que ministrou na semana passada, no Palácio das Convenções do Anhembi, o Dalai Lama fundamentou na história sua aposta pelo futuro da paz.
Até a metade do século 20, as pessoas aceitavam a guerra como algo inevitável. Os cidadãos lutavam sem questionamento e até com certo orgulho. Mas a partir dos anos 60 isso começou a mudar. Por toda parte as pessoas passaram a se opor à guerra, afirmou.
Para ele, esse grande movimento se aprofundou com a derrocada de diversos regimes autoritários. Nos anos 90, a democracia passou a prevalecer, da União Soviética ao Chile. No século 20, houve muito derramamento de sangue. Este século começa de maneira conturbada. Mas, na comparação entre os dois, acho que o século 21 será um século da paz, afirmou.
Ao longo do tempo tornou-se o líder político do Tibet, onde política e religião se fundiram em um estado teocrático. Na verdade ele é um monge e lama, reconhecido por todas as escolas do Budismo tibetano. O atual Dalai Lama é Tenzin Gyatso, o 14º Dalai-Lama. Após a morte do Dalai Lama, uma pesquisa é instituída pelos monges para descobrir o seu renascimento.
Pode ser caracterizado pelo abuso de poder e autoridade. Nas relações humanas, o autoritarismo pode se manifestar na vida nacional onde um ditador age sobre milhões de cidadãos, até a vida familiar, onde existe a dominação de uma pessoa sobre outra através do poder financeiro, econômico ou pelo terror e coação.
O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.





