A morte de Teixeirinha ocorreu num período de convulsão fundiária. Em agosto de 1991, cerca de 300 sem-terra invadiram a Fazenda Santana, localizada em Campo Bonito, no Oeste do Paraná. O auge do conflito, entretanto, foi dois anos mais tarde, em 1993.
A briga começou quando o sargento Vicente Freitas, o cabo Algacir Bebber, e o soldado Adelino Arconti foram mortos por um grupo de sem-terra. Os três não estariam usando farda, o que foi interpretado pelos sem-terra como sinal de perigo. Teixeirinha era o líder do acampamento.
Policiais militares reforçaram a guarda depois da morte dos colegas, e no dia 8 de março houve novo confronto. O líder sem-terra foi morto durante uma troca de tiros. A PM alegou na época resistência de Teixeirinha. Testemunhas arroladas pela família do sem-terra afirmaram que houve uma execução pela PM. Foram instaurados inquéritos para apurar a morte, mas nenhum prosperou.
Corre na Justiça do Paraná um pedido de indenização, ajuizado pelos advogados da viúva de Teixeirinha, Lúcia Mainko. O processo está tramitando na 1ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba e aguarda uma sentença desde março de 2000. O governo do Paraná, através da Procuradoria Geral do Estado (PGE), entrou com recurso, em agosto de 1998, para não pagar a indenização, avaliada em R$ 500 mil na primeira perícia. O juiz acolheu o recurso e solicitou a realização de novo cálculo, ainda sub judice. A família de Teixeirinha continua residindo no Interior do Paraná.

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