Relatório sobre plano econômico sai amanhã no Equador.
Quito, 05 (AE-ANSA)- A Comissão que estuda o plano econômico do presidente Jamil Mahuad, do Equador, deve divulgar amanhã um relatório. O relatório deve ser debatido no Congresso. Fontes do governo esperam que o pacote seja aprovado até sexta-feira.O país tem atualmente uma dívida externa de mais de US$ 16 bilhões e um índice de pobreza de 62,5%.
A ministra das Finanças, Ana Lucía Armijos, anunciou que o descongelamento das contas bancárias será feito de forma paulatina. Ela disse ainda que o Executivo decidiu congelar os depósitos por seis meses e não um ano, como previa o plano econômico anterior.
Hoje, o Banco Central informou que as reservas internacionais caíram 39,2% em março deste ano com relação ao mesmo período de 98. As reservas totalizam atualmente US$ 1,178 bilhão (março). São US$ 761 milhões menos que em março do ano passado. Desde o começo do ano as reservas já caíram US$ 520,1 milhões.
O presidente Fernando Henrique Cardoso e seu colega chileno, Eduardo Frei, devem visitar o Equador em breve. A informação foi dada pelo ministro das Relações Exteriores do país andino, José Ayala Lasso. A data e agenda não foram divulgadas. Lasso disse, porém, que a visita não tem relação alguma com o processo de paz entre Equador e Peru. Acrescentou apenas que as "visitas se inserem no programa de estreitamento de relações bilaterais".
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do Equador deu mais de US$ 2 milhões a partidos políticos como Fundo Partidário Permanente e reposição de gastos eleitorais. Segundo o jornal El Universo, o dinheiro foi pago no final do mês passado, quando o país atravessava dias de convulsão em virtude das medidas econômicas determinadas pelo presidente Mahuad. O presidente do TSE, Eduardo Villaquirán, lembrou que a medida é prevista na Constituição e na lei que rege os partidos políticos. Informações das agências internacionais.





