A segunda fase do Programa Piloto do G-7 (grupo dos sete principais países industrializados), que visa a proteção da floresta amazônica, terá chances de ser aprovada e estendida à Mata Atlântica. Tudo dependerá da firmeza do engajamento dos órgãos envolvidos na iniciativa, no sentido de conseguirem a redução dos desmatamentos.
Esta é a previsão do presidente do Grupo Internacional de Conselheiros do Programa, o geógrafo brasilianista francês Hervé Théry. Ele inicia na próxima segunda-feira a verificação e coleta de dados com organizações não-governamentais (ONGs) para a elaboração do relatório no qual o G-7, a União Européia e demais participantes do projeto, devem se apoiar para decidir se financiam ou não a segunda fase.
Até agora, coube ao Banco Mundial a gestão financeira do Programa Piloto. Para a execução da primeira etapa estavam destinados US$ 250 milhões. A Alemanha e a Holanda estão entre os principais contribuintes.
Segundo Théry, a nova missão de verificação e coleta de dados, até o dia 20, vai compreender representantes de diferentes instituições brasileiras e será feita por duas equipes, trabalhando em duas frentes: a primeira na Amazônia e a segunda na Mata Atlântica. ‘‘Vamos torcer para que o programa prossiga e estenda-se à Mata Atlântica, que ainda tem papel relevante a exercer no equilíbrio ecológico da região Sul’’, declarou Théry. ‘‘O fortalecimento da consciência ecológica na sociedade brasileira e o surgimento de grupos de pressão em favor das causas ambientais vai ser essencial para a eficácia das futuras operações para conter o desmatamento e a conciliar a preservação da floresta com o desenvolvimento sustentável da Amazônia.’’

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