Brasília, 06 (AE) - O primeiro relatório técnico sobre o congestionamento que interrompeu durante horas a Rodovia Presidente Dutra nos primeiros dias do ano não apontou responsabilidade da concessionária NovaDutra. Esta é a principal conclusão de um relatório preliminar enviado hoje pela empresa de engenharia Sondotécnica ao Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (Dner). O relato afirma que, em uma primeira avaliação, o incidente ocorrido "deve-se às chuvas extraordinárias, bem acima dos critérios adotados para dimensionamento de obras em rodovias deste padrão".
A empresa ressaltou que em sete dias deverá apresentar um parecer técnico detalhado sobre as responsabilidades, "considerando a análise de todos os projetos, as obras executadas e as medidas a serem tomadas para se evitar maiores consequências". De acordo com o relato, ocorreram "precipitações elevadas" em Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo e a região mais afetada foi justamente a da área de atuação da Nova Dutra.
Segundo uma autoridade ligada ao gabinete do ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, todas as evidências apontariam que os problemas na rodovia não foram motivados por negligência da concessionária. No quilômetro 17, por exemplo, onde ocorreu o deslizamento de terra sobre a pista, a empresa já havia feito obras de contenção de encostas, que continua intacta no local. A interrupção da estrada foi motivada pela lama que escorreu por sobre as obras de contenção.