Relatório da CPT denuncia violência
Um relatório sobre a reforma agrária e a violência contra os agricultores sem-terra no campo foi entregue ontem à comissária de Direitos Humanos das Nações Unidas, Mary Robinson, pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). O documento, elaborado junto com o Centro de Justiça Global e a Comissão Pastoral da Terra (CPT), denuncia o assassinato de 1.167 trabalhadores rurais nos últimos 12 anos. O relatório contém informações sobre a repressão ao movimento agrário, incluindo denúncias de tortura, prisões ilegias e assassinatos. Segundo o documento, em todos os casos citados apenas sete pessoas foram condenadas. A impunidade é uma regra na violência rural, declarou o advogado nacional do MST, Jovelino José Strozake. Segundo a comissária, a questão agrária melhorou desde que ela visitou o País em 1995. Mas ressaltou que ainda é preciso trabalhar muito para que haja justiça no campo. Claramente, é necessária uma distribuição de terras mais justa no Brasil, observou. Ela preferiu não comentar a estratégia do MST de invadir prédios públicos, mas disse estar preocupada com a utilização da Lei de Segurança Nacional na prisão de participantes do movimento.





