Rio Branco, 24 (AE) - O relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou por cinco meses a falência do Banco do Acre (Banacre) pede a cassação do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Francisco Diógenes e responsabiliza os ex-governadores Romildo Magalhães e Orleir Cameli pelo rombo de R$140 milhões que liquidou a instituição. Segundo o relatório, Diógenes teria usado o cargo para conseguir empréstimos para as empresas dele e os dois governadores não teriam tomado nenhuma medida com o objetivo de impedir operações fraudulentas.
Diógenes nega a acusação e apresenta documentos em que o presidente da CPI, Edvaldo Magalhães (PC do B) figura como devedor do banco. Cameli e Magalhães afirmam que não tinham conhecimento das ações dos diretores e gerentes.
O relatório será entregue á Receita Federal e à Procuradoria da República, que vão aprofundar as investigações de crime contra o sistema financeiro envolvendo mais de 40 clientes, empresas e funcionários do Banacre. O principal devedor do banco, José Batista da Silva, o mais conhecido como "Zé Foguinho", foi preso na noite em que prestou depoimento à CPI, há três meses.
O relatório aponta o saque de R$ 24 milhões do Fundo Previdenciário dos Servidores do Estado como o "tiro de misericórdia" para o fim do banco. O saque foi autorizado por Cameli em 1997, a título de construir casas para os funcionários estaduais.

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