O relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro sobre o afundamento da plataforma de petróleo P-36 afirma que houve negligência e imprudência da direção da Petrobras. O relatório, que deve ser votado em plenário na próxima semana, orienta ainda o Ministério Público a investigar a responsabilidade criminal da diretoria da empresa pela morte de 11 petroleiros na explosão que levou ao afundamento, em março deste ano.

De acordo com o presidente da CPI, deputado Paulo Ramos (PDT), houve negligência da diretoria da Petrobras na contratação e no acompanhamento das obras de adaptação da plataforma. A P-36 era uma plataforma de perfuração de petróleo e foi adaptada para a produção pela empresa Marítima.

Para Ramos, houve imprudência de funcionários da empresa durante a operação e a manutenção da P-36, o que colaborou para o acidente.

O relator da CPI, deputado Edmílson Valentim (PCdoB), reconheceu que, por falta de condições técnicas, seu relatório menciona as mesmas causas para o acidente apontadas pelas comissões da Petrobras e da ANP (Agência Nacional de Petróleo).

A principal razão, segundo as comissões, foi a abertura parcial de uma válvula que ligava dois tanques de drenagem de resíduos da plataforma, o que permitiu vazamento de gás, levando à explosão. O vazamento ocorreu em uma coluna de sustentação da P-36, o que indicaria erro de projeto. Para o relator, essas falhas mostram que houve imprudência e negligência.

A Petrobras afirmou que não vai comentar o relatório da CPI, pois já apresentou o seu parecer sobre a P-36, que foi ''atestado e teve qualidade reconhecida por empresas de especificação e pela comunidade acadêmica''.

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