Relatório da comissão processante do caso Viscome deve estar pronto até o dia 29
São Paulo, 14 (AE) - A Comissão Processante da Câmara Municipal de São Paulo, que analisa as denúncias contra o vereador Vicente Viscome (sem partido), encerrou a fase de depoimentos e recolhimento de provas. O relatório final deve ser apresentado ao plenário do Legislativo na última semana deste mês.
O advogado de Viscome, Ademar Gomes, tem prazo de cinco dias para apresentar a defesa final. Em seguida, o relator da comissão, Jorge Taba (PDT), inicia a conclusão do relatório. "Queremos concluir os trabalhos nas próximas duas semanas e entregar o relatório provavelmente no dia 29 ", afirmou Taba, hoje. A fase de depoimentos terminou com o depoimento dos ex-administradores regionais da Penha Paulo Roberto Tirolli e Eufrásio Meira.
Os vereadores queriam tomar o depoimento do ex-administrador da Regional da Penha Oswaldo Morgado, mas terminaram os trabalhos sem ouvi-lo porque ele está foragido. Desde que assumiu a defesa de Viscome, o advogado Gomes tem afirmado que não há provas contra o parlamentar.
Cassação - Nenhum integrante da comissão fala abertamente sobre a tendência do relatório, mas a expectativa na Câmara é de que o parecer seja pela cassação e a questão seja decidida em plenário.
No relatório parcial da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Fiscais, os integrantes da comissão propuseram o indiciamento criminal e bloqueio dos bens de Viscome. De acordo com a comissão, Viscome participou do esquema de cobrança de propinas e usou o cargo em benefício próprio.
A expectativa na Câmara é de que Viscome não seja cassado. São necessários 37 votos para que um vereador perca o mandato e, além disso, o voto é secreto e os parlamentares não podem declarar a sua posição.O processo de julgamento parlamentar de Viscome tem de ser concluído até o dia 25 de julho. A Comissão Processante tem 90 dias para concluir as investigações e, se o processo não terminar no prazo previsto, ele será automaticamente arquivado.
Novas denúncias - A CPI dos Fiscais terminou as investigações sobre as Administrações Regionais de Pirituba e da Lapa, antes de ser encerrada pelo "bloco" governista, que apóia o prefeito Celso Pitta (sem partido) na Câmara. Os relatórios parciais indicaram que os vereadores que controlavam politicamente as Regionais de Pirituba e da Lapa, Maeli Vergniano (sem partido) e José Izar (PFL), participaram e beneficiaram-se do esquema de corrupção.De acordo com os relatórios da CPI dos Fiscais, Maeli e Izar cometeram atos de improbidade administrativa e faltaram com o decoro parlamentar.
As duas Comissões Processantes, que vão analisar as denúncias contra os dois vereadores, ainda não foram instauradas. As denúncias têm de ser apresentadas formalmente ao plenário.





